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Domina os 5 Peixes Mais Pescados em Portugal

Casa Favais |

Portugal é um destino privilegiado para a pesca desportiva e lúdica, mas para ter sucesso, é preciso bem mais do que sorte. Neste artigo, partilhamos dicas práticas para melhorares os teus lançamentos.

No mar, cada espécie tem um comportamento único, e saber os truques para cada uma é essencial. Algumas atacam com agressividade, outras são cautelosas e difíceis de enganar. Umas preferem rebentação forte, outras só aparecem em águas calmas e mais quentes. Conhecer estas diferenças é o que distingue uma saída de mãos a abanar de um dia memorável.

Neste artigo, vais descobrir as cinco espécies mais capturadas em Portugal e as melhores formas de as enfrentar. Do Robalo, sempre desafiante na rebentação, ao poderoso Atum, mostramos-te como adaptar a técnica para aumentares as tuas probabilidades de sucesso.

1. Pesca ao Robalo

Pescador com fato impermeável e galochas a lançar a cana na zona de rebentação de uma praia.

O Robalo é um dos peixes mais pescados na costa portuguesa. É seletivo e desconfiado, mas torna-se especialmente ativo em condições que afastam outras espécies como o mar agitado, a água turva e a rebentação forte.

Onde o Encontrar?

Procura-o em praias abertas com ondulação, junto a entradas de portos e pontões, e em estuários com corrente. As zonas junto à espuma da rebentação, nas faixas de água mais funda entre os bancos de areia e nos canais de retorno são autênticas autoestradas de caça para o Robalo.

Quando Pescar?

O amanhecer e o entardecer são os momentos mais produtivos. Dias nublados, chuvosos e com mar agitado costumam prolongar a atividade. No inverno, após tempestades suaves, muitos Robalos aproximam-se da costa à procura de alimento.

Melhores Técnicas

A abordagem mais versátil é o Spinning! Em mar batido e água mexida, privilegia amostras rígidas ou vinis e trabalha-as com arranques curtos e paragens para simular um peixe ferido. Em águas pouco profundas ou por cima da espuma, usa modelos flutuantes para manter a amostra na camada superior sem cravar no fundo. Quando a visibilidade é reduzida, cores contrastantes e amostras com rattles ajudam o Robalo a localizar o alvo.

Mantém a montagem simples e discreta: usa multifilamento fino no carreto para maior sensibilidade e uma amostra leve para não limitar a ação.

Dica de mestre: o Robalo caça por emboscada, por isso, lança para lá da espuma e traz a amostra devagar, em direção à rebentação.

2. Pesca ao Sargo

Cana de pesca montada em cima de uma rocha, junto a costa rochosa.

Entre as espécies mais procuradas nas zonas rochosas, o Sargo destaca-se pela cautela. É discreto, rápido e imprevisível, e raramente perdoa erros de aproximação. Mais do que força, exige calma, técnica e atenção ao detalhe, sobretudo quando a água está clara e o mar mais parado.

Onde o Encontrar?

Move-se junto a paredões, pontões e fundos irregulares, onde procura alimento entre pedras e fendas. Procura zonas com espuma ligeira e boa oxigenação, preferindo corrente moderada que levante comida do fundo. Em mar agitado afasta-se ou alimenta-se mais fundo, tornando a pesca menos produtiva.

Quando Pescar?

A pesca ao Sargo resulta melhor com maré viva, sobretudo nas fases de enchente ou vazante. Dias nublados, com o mar agitado e alguma cor na água deixam o peixe mais confiante para sair dos abrigos.

Melhores Técnicas

A abordagem clássica é aquela montagem de pesca à boia para Sargos. Uma boia leve e bem calibrada permite ler toques subtis e apresentar o isco com naturalidade. Ajusta a profundidade para trabalhar junto ao fundo sem prender, e usa linhas finas para ganhar discrição. Iscos como camarão, mexilhão ou tira de sardinha funcionam muito bem com esta espécie!

Dica de mestre: o Sargo tem a visão apurada. Mantém-te longe da sua visão, principalmente em água claras, para que pequenas sombras ou movimentos não comprometam a tua missão.

3. Pesca da Dourada

Pescador com uma cana de pesca nas mãos na praia, junto à linha de água.

A Dourada recompensa a máxima precisão. É um peixe desconfiado, com grande acuidade sensorial, e qualquer falha, da montagem ao isco, pode ditar o fracasso do lançamento. É uma espécie valorizada tanto na pesca como à mesa!

Onde o Encontrar?

Procura-a em fundos arenosos, em canais entre bancos de areia, nas bocas de estuário com corrente limpa e em zonas com algas onde há bivalves e crustáceos. Esta menina prefere fundos limpos, com profundidade moderada e corrente não excessiva.

Quando Pescar?

De forma geral, a melhor época vai do final da primavera e o outono, com picos no verão e início do outono, quando a água está mais quente e o alimento é abundante. Mudanças de maré também costumam despertar a Dourada.

Melhores Técnicas

Na praia, a abordagem mais consistente é o Surfcasting. Usa canas com ponteiras sensíveis para ler toques delicados e trabalha com linhas que proporcionam naturalidade ao isco. No que toca aos iscos, privilegia o que a Dourada realmente come: lingueirão, berbigão, mexilhão, camarão e caranguejos pequenos.

Dica de mestre: adapta o peso dos chumbos às condições do mar, garantindo estabilidade sem travar o toque natural.

4. Pesca à Cavala

Gaivotas em voo raso sobre uma zona de cardume, sinal de atividade de Cavala à superfície.

Se procuras uma pesca ativa e com ritmo, a Cavala é o alvo de eleição. Ataca em cardume, com velocidade, e proporciona pescarias cheias de ação. Sobretudo quando a água está calma e há alimento à flor-d’água!

Onde o Encontrar?

Costuma juntar-se em cardumes junto a paredões, pontões e entradas de porto, mas também em canais com profundidade perto da costa e sobre fundos que quebram a corrente. Pequenos peixes a saltar e aves a mergulhar podem ser o sinal de que precisas para lançar!

Quando Pescar?

Na maioria do litoral português, a Cavala é mais consistente do final da primavera ao início do outono, com picos no verão. De manhã cedo e o fim da tarde são os horários mais produtivos para capturar a espécie.

Melhores Técnicas

Para explorar cardumes à superfície, opta por montagens e recupera-as com movimentos ritmados e acelerações que imitam presas em fuga. Quando a Cavala está um pouco mais fundo ou espalhada, os jigs funcionam muito bem!

Em Spinning, escolhe amostras pequenas e brilhantes, alternando a velocidade para chamar à atenção. Mantém tensão constante na linha e o travão moderado, uma vez que a Cavala tem arranques rápidos.

Dica de mestre: quando sentires o primeiro peixe, não pares a recuperação. Mantém a ação contínua durante mais alguns metros, o resto do cardume tende a atacar logo a seguir.

5. Pesca do Atum

Duas canas de corrico montadas num barco de pesca em mar calmo e com o horizonte ao fundo.

Apesar de ser possível capturar em Portugal Continental, o Atum é um dos peixes mais pescados nos Açores, com diversas espécies a habitarem a região. Combativo e veloz, este predador desafia tanto o teu equipamento, como o teu físico.

Onde o Encontrar?

Esta espécie movimenta-se em mar aberto, mas aproxima-se da costa quando há alimento em abundância. Aves a mergulhar, saltos de golfinhos e peixes a fugir à superfície são sinais de atividade.

Quando Pescar?

O pico vai de maio a outubro. As melhores capturas ocorrem em dias de mar calmo e céu limpo, quando os cardumes tendem a subir à superfície.

Melhores Técnicas

Para procurar peixe e cobrir área, o Corrico é rei. Navega em ziguezague junto a zonas de atividade para cobrir mais área e simular cardumes dispersos. E lembra-te, aqui o equipamento tem de estar à altura! Aposta em carretos de alta capacidade com travões progressivos, canas, linhas e acessórios resistentes para aguentar a força destes meninos.

Dica de mestre: num toque de Corrico, não pares logo o barco. Mantém a aceleração por alguns segundos, isso pode desencadear vários ataques no mesmo cardume. Só depois faz a manobra.

Cada espécie exige uma abordagem diferente e é aí que está a tua vantagem. Seja a astúcia do Robalo, a cautela do Sargo, a sensibilidade da Dourada, o ritmo da Cavala ou a brutalidade do Atum, o segredo está em adaptares os teus lançamentos.

E tu? Conheces alguma técnica indispensável para pescar alguma destas espécies? Partilha connosco nos comentários e envia-nos fotos das tuas melhores capturas para @casafavais. Estamos ansiosos por ver!

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