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Como Pescar Melhor? Descobre 5 Erros que te Custam Capturas

Casa Favais |

Já foste a uma pescaria com tudo preparado e voltaste de mãos a abanar? Antes de culpares o mar, descobre os erros mais comuns que fazem os pescadores perder capturas e como evitá-los de vez.

Há dias em que o mar está perfeito, o vento joga a teu favor e o isco é aquele que normalmente nunca falha. Ainda assim, o balde regressa vazio. A tentação é dizer que foi azar. No entanto, o motivo é mais simples do que parece e começa antes de chegares à praia e de fazeres o primeiro lançamento.

Muitas vezes, o problema está nos detalhes que se repetem sessão após sessão, sem que te apercebas. Neste artigo, reunimos 5 erros que podem custar capturas. Não são truques de pesca milagrosos, mas podem fazer diferença na próxima saída.

1. Ignorar a Tabela de Marés

Homem a segurar um telemóvel com a tabela de marés da Casa Favais no ecrã, com o mar ao fundo.

Pescar sem consultar o comportamento das marés é um erro bastante comum. O peixe não está sempre disponível no mesmo sítio, à mesma profundidade ou com a mesma predisposição para se alimentar. A maré move a água, mexe no alimento e cria janelas de atividade que podem durar apenas uma ou duas horas.

A regra que deves memorizar é simples: as duas horas antes e depois da mudança de maré são, regra geral, dos períodos mais produtivos da sessão. É quando a corrente cria movimento, levanta alimento e aproxima os peixes das zonas de alimentação perto da costa.

Mas nem todas as marés pedem a mesma abordagem. Há dois cenários que deves ter em conta:

  • Marés vivas: a amplitude é maior, as correntes são mais fortes e o peixe tende a ficar mais ativo. Precisas de chumbadas mais pesadas para segurar o fundo, mas as capturas podem compensar.
  • Marés mortas: a água circula menos e os peixes podem ficar mais dispersos. Nestes dias, procura zonas com algum movimento. Muda de pesqueiro se não houver sinais de vida e aligeira a montagem quando a água estiver calma.

Na Casa Favais, publicamos todas as semanas a tabela de marés para Porto e Lisboa no Instagram e Facebook. É uma forma simples de não saíres de casa sem esta informação!

2. Escolher a Cana Errada

Interior da loja de pesca Casa Favais com vários expositores com canas de pesca encostados à parede.

A melhor cana não é a mais cara. É a mais adaptada ao tipo de pesca que vais fazer:

  • Usar uma cana de Spinning leve para fazer Surfcasting resulta em lançamentos curtos, montagens mal equilibradas e pouca capacidade para trabalhar com chumbadas mais pesadas.
  • Levar uma cana pesada de Surfcasting para uma sessão de amostras ao Robalo significa arrastar peso desnecessário durante horas, com a sensibilidade ao toque comprometida.
  • Usar uma cana com ação demasiado rígida no Spinning pode impedir que a amostra trabalhe de forma natural, afastando o peixe em vez de o provocar.

Cada situação tem as suas exigências. No Surfcasting, o comprimento e a potência são determinantes para chegares às valas. No Spinning, é a ação que define se consegues sentir o toque e animar a amostra corretamente.

3. Nós Mal Feitos

Homem a dar um nó numa linha de pesca azul com um destorcedor.

Este é um dos erros mais silenciosos da pesca. Não vês o problema até ao pior momento possível: quando o peixe puxa e a linha parte ou o anzol se solta. E, muitas vezes, não foi a linha que falhou, mas sim o nó.

Um nó mal feito pode reduzir bastante a resistência da linha. Isto significa que, mesmo usando um monofilamento ou multifilamento de boa qualidade, um nó descuidado pode partir com menos força do que o esperado. Aqui, há dois erros bastante comuns:

  • Apertar o nó a seco: o atrito aquece o fio e enfraquece-o antes mesmo de começares a pescar. Molha sempre o nó antes de apertar.
  • Não testar o nó depois de o fazer: puxa com firmeza antes de lançar. Se ceder na mão, também pode ceder no peixe.

Para a pesca no mar, mais vale dominares bem dois ou três nós simples do que tentares fazer nós elaborados que não controlas. O palomar é uma boa opção para ligações a anzóis, amostras ou destorcedores.

4. Não Adaptar o Isco às Condições do Dia

Várias amostras de diferentes cores e tamanhos expostas numa bancada da loja da Casa Favais.

Levar sempre o mesmo isco porque "já resultou antes" é um erro confortável. As condições mudam, e o que funcionou numa água turva em março pode ser invisível ou suspeito numa água cristalina de agosto. Há uma lógica simples a seguir!

Água turva ou com pouca visibilidade

Opta por amostras que produzam mais vibração, movimento ou presença na água. O peixe vai detetar mais pelo deslocamento da amostra do que pela cor.

Água clara

A apresentação tem de ser mais natural. Cores mais neutras, movimentos mais lentos e um baixo de linha mais discreto podem fazer a diferença entre um ataque e um peixe que se afasta.

Para isco natural, a frescura é inegociável. Um isco ressequido ou mal colocado no anzol perde eficácia. A forma como montas o isco é tão importante quanto a escolha em si. Tem de ficar firme, não deve girar de forma pouco natural. E o anzol? Este não deve ficar completamente tapado porque pode prejudicar a ferragem.

5. Não Ler o Mar Antes de Lançar

Dois pescadores em cima de um rochedo rodeado por mar agitado.

Chegar ao pesqueiro e lançar imediatamente é um reflexo compreensível, mas será que isso não te está a prejudicar? Dois ou três minutos a observar o mar antes de montar a cana podem valer mais do que uma hora de pesca no sítio errado.

Antes de lançar, procura identificar:

  1. Zonas de espuma persistente: indicam que o fundo está a ser revirado, com alimento a circular. São zonas onde o peixe pode andar a patrulhar.
  2. Agueiros: zonas onde a água recua com mais força depois das ondas, criando corredores que os peixes usam para entrar e sair com menos esforço.
  3. Aves marinhas a mergulhar: bom sinal de peixe miúdo à superfície e, muitas vezes, predadores a caçar por baixo.
  4. Transições entre água agitada e zonas mais calmas: é frequentemente aqui que o Robalo e o sargo se posicionam em emboscada.

Quem apressa o lançamento perde o mapa que o mar está a mostrar de graça. E esse mapa muda a cada sessão!

Perguntas Frequentes

Como posso pescar melhor no mar?

Começa pela preparação: consulta a tabela de marés, escolhe material adequado à modalidade, verifica o teu equipamento e observa o pesqueiro antes de lançar.

Qual é a melhor altura para pescar?

A melhor altura para pescar costuma ser nas duas horas antes e depois da mudança de maré. O amanhecer e o entardecer também são bons períodos, sobretudo com vento e ondulação favoráveis.

Como usar a tabela de marés na pesca?

A tabela ajuda-te a perceber quando a água vai mexer mais. Procura as horas de baixa-mar e preia-mar e planeia a pescaria para os períodos antes e depois da mudança.

Qual é a melhor cana para pescar no mar?

A melhor cana depende da modalidade. Para Surfcasting, precisas de uma cana comprida e potente. Para Spinning, faz mais sentido uma cana leve, sensível e equilibrada.

E tu, que dica foste aprendendo ao longo dos anos, que hoje em dia achas imprescindível? Partilha com a malta aqui nos comentários.

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